« Porque é que as melhores pessoas partem sempre primeiro? »
Olá avô, estejas onde estiveres quero que saibas que te amo muito. Hoje faz dez anos que nos deixaste e desde aí tudo mudou. Eu tinha seis anos mas lembro-me como se fosse hoje, sofri tanto com a tua partida e ainda sofro. São tantas mas tantas as saudades, (…). A realidade é que eras tudo para mim, eras como um segundo pai! Disseram-me que quando era bebé e estava a chorar por algum motivo só o teu colo me acalmava, só o teu carinho me consolava, (…) eu fui crescendo e nós continuamos cada vez mais unidos. Mesmo crescida, quando estava mais tristinha continuavas a pegar-me ao colo para me consolar e para me dares todo o teu carinho que agora me faz tanta falta. Eras tu que me ouvias, que me fazia mimos, que brincava comigo, que me contava sempre uma história para eu adormecer, era a mim que me levavas para aqueles passeios que tu gostavas tanto de fazer, que me contavas as tuas brincadeiras de infância e eras tu que tinhas o poder de me fazer sorrir só com um piscar de olhos, isto tudo para depois me deixares. Quando estou mais triste a primeira coisa que me vem à mente é abraçar-te, mas não posso, não é? Tu és a minha força, superior ou não, és tu quem dá alento à minha vida, força para nunca desistir, coragem para lutar e ultrapassar os obstáculos que me aparecem à frente e contorná-los. Eu amo-te e tenho tantas mas tantas saudades tuas. Não sei explicar aquilo que nos une, mas dava tudo para que tivesses presente, tudo, a avó diz que estamos cada vez mais parecidos e que eu tenho as mesmas atitudes que tu. Queria ter-te aqui, pois sei que me protegias, me davas tudo o que eu precisava e não perguntavas porquê nem para quê. Eu tenho muito orgulho em ti, avô! onde andas? não sei mas volta, só mais um bocadinho!
Estejas onde estiveres olha por mim avô, amo-te muito!


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